quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

As Aparições de Fátima - Parte I - Os Videntes


Versão Áudio

-Observação: se quiser um conteúdo mais completo e detalhado sobre o assunto, recomendo vivamente que escutem o áudio acima. Pedimos perdão pelos ruídos no áudio, tentaremos melhorar.

   Que as chamas de Amor de Jesus e Maria flamejem em nossos corações eternamente!

     As aparições de Fátima tiveram início no ano de 1917, quando Nossa Senhora apareceu a três crianças na cidade portuguesa de Fátima. Os videntes eram: Jacinta, Francisco e Lúcia.

     Jacinta era a mais nova dentre os videntes e tinha apenas sete anos quando as aparições se iniciaram. Era irmã de Francisco, mas suas personalidades eram bem diferentes. Jacinta era uma alma muito viva e alegre, porém era a caçula da família e às vezes era um pouco mimada e caprichosa, fazendo suas birras de vez em quando. Jacinta também tinha uma grande paixão pela dança, bem como os outros videntes. O costume de ir aos tradicionais bailes portugueses, onde havia muita alegria, música e dança, parecia estar no sangue dos pastorzinhos.

     Francisco tinha nove anos quando as aparições se iniciaram. Ao contrário de sua irmã, era uma alma mais reservada e contemplativa. Era também muito manso e pacífico, e quase sempre que brincava perdia. Nas poucas vezes que vencia, seu companheiro não queria lhe ceder a vitória, mas ele nunca resistia e sempre cedia, respondendo: “Achas que foste tu que ganhaste? Está bem, eu não me importo.” Se lhe roubavam alguma coisa, respondia: “Faz o que quiseres, não me importo”. Amava a natureza e era capaz de passar horas apreciando o pôr do sol, ou vendo um passarinho voar.

     Lúcia era a mais velha dos videntes e tinha dez anos quando as aparições iniciaram. Era uma menina muito estimada por todos onde vivia, especialmente pelas crianças que sempre queriam estar junto e brincar com ela, a começar por Francisco e Jacinta. Por ser a mais velha também foi a que mais sofreu, pois no início das aparições muitas pessoas eram incrédulas e uma delas era a própria mãe de Lúcia, que continuamente batia na menina para que ela confessasse que estava mentindo, mas Lúcia sabia muito bem que o que se passava não era ilusão.

     Os pequenos pastores eram crianças como as outras de sua época, que tinham seus defeitos e qualidades. Porém, após as aparições suas vidas mudaram completamente. Se alguma criança lhes fazia maldades eles não ralhavam, mas respondiam com um sorriso. Mesmo sendo tão novos, aprenderam o valor da penitência, principalmente depois que Nossa Senhora lhes mostrou o inferno e disse: “Vede para onde vão muitos de meus filhos, por não ter quem reze e se sacrifique por eles”. Os pequenos pastores flagelavam suas pernas com urtigas, usavam silício, muitas vezes davam sua merenda para as ovelhas e ofereciam seus jejuns pela conversão dos pobres pecadores.
     Talvez Nossa Senhora quisesse escandalizar o mundo com a vida dessas crianças, queria mostrar para este mundo, que esqueceu o valor da penitência, que nestes tempos, mais do que nunca, é necessário almas ascéticas.
     Eles também rezavam quase que continuamente, principalmente Francisco, que sempre andava com um terço na mão depois que Nossa Senhora lhe disse que morreria logo e teria que rezar muitos terços para merecer o paraíso. Às vezes Francisco desaparecia e todos, angustiados, se punham a procura-lo. Depois de certo tempo o encontravam no meio do mato e lhe perguntavam: “Mas onde você estava? Todos te procuram angustiados!” e ele respondia: “Mas eu estive sempre aqui. Estive pensando no Senhor. Gosto de pensar nele e quero consolá-lo”.
     Se Francisco, que era uma criança inocente, teve que rezar tantos terços para se salvar, quanto mais nós, que somos pecadores.
      Na segunda aparição, Nossa Senhora disse à Lúcia: “Quanto a Francisco e Jacinta, em breve os levarei comigo para o paraíso; você, porém, ainda terá de ficar muito tempo no mundo”. A partir daí, sempre que Francisco e sua irmã ficavam em perigo de morte exclamavam: “Agora vamos para o paraíso!” tão grande era seus desejos pelo céu.
     No fim de 1918, uma doença chamada febre espanhola, atacou a muitas pessoas em Portugal, inclusive Francisco e Jacinta. Durante sua enfermidade, Francisco nunca se queixava, mas estava sempre alegre, pois sabia que a hora de partir para o céu se aproximava. O menino dizia: “Sofro bastante. Mas não faz mal. Sofro para consolar o Senhor.” Rezava continuamente, mas quando sua situação de saúde complicou e já não podia nem se mexer, Francisco dizia: "Mamãe (Nossa Senhora), já não consigo dizer o Rosário. Parece que a minha cabeça está nas nuvens…" e pedia a sua irmã e à Lúcia que rezassem aos pés de sua cama enquanto ele acompanhava mentalmente a oração. Nunca temia a morte, mas seu único medo era o de morrer sem receber “Jesus escondido”. O padre, vendo sua grave situação de saúde, decidiu lhe confessar e levar a comunhão. No dia 5 de abril de 1919 Francisco disse à sua mãe: “Mãezinha, olhe que luz tão linda, ali, junto à janela”. Ficou em silêncio e sorriu, como se estivesse vendo alguém. Depois de pouco tempo, expirou. Todos que o viam diziam: “Morreu sorrindo”.
     Jacinta, que também foi vítima da mesma doença do irmão, viveu um pouco mais. Certa vez, Nossa Senhora lhe perguntou se queria converter ainda muitos pecadores, e a garota respondeu que sim. Maria lhe disse que ainda iria para dois hospitais, não para ser curada, mas para sofrer mais pelos pecadores, depois morreria sozinha. O que Nossa Mãe disse de fato veio a se cumprir. A doença de Jacinta se agravava a cada dia e no seu peito apareceu uma ferida, com cheiro muito forte, que “comia” sua carne. Muito sofreu, mas nunca se queixou, oferecia tudo pelos pecadores e em reparação dos pecados. Foi levada ao primeiro hospital, mas vendo que já não tinha mais cura, os médicos mandaram a pequena de volta para casa. Para se cumprir o que Nossa Senhora disse, Jacinta foi para outro hospital em Lisboa, mas não se curou e ali, sozinha, morreu a pequena mártir.
     Francisco e sua irmã foram beatificados no ano 2000. Lúcia, se tornou monja, passando para a congregação das irmãs de Santa Doroteia, e posteriormente indo para o Carmelo. Teve uma longa vida para divulgar a devoção ao Imaculado Coração de Maria, como Nossa Senhora disse, e se encontrou com seus priminhos no céu no dia 13 de fevereiro de 2005.
     Que todos possamos seguir o exemplo desses pequenos pastores, que mesmo tendo tão pouca idade, aprenderam o enorme valor de suas orações e sofrimentos e viveram heroicamente suas vidas.
Salve Maria!

Um comentário:

  1. Como é bom poder ouvir as mensagens que nossa mãe santíssima nos dá! Parabéns por tão abençoada idéia! Que Deus abençoe e que possamos juntos, nós filhos de Maria partilhar tão grande riquezas! Tenho certeza que nunca mais veremos o mundo como antigamente! Salve Maria!

    ResponderExcluir